1.1 Oração pública na pólis
No coração de cada cidade havia um altar ao ar livre (bomós) — nunca dentro do templo, que era a casa da estátua. O sacerdote, coroado de louro, subia os degraus com a vítima escolhida (boi, ovelha, cabra), enquanto um heraldo pedia silêncio ritual (euphēmía). Vinho puro era derramado sobre o altar, grãos de cevada eram atirados sobre o animal, e as coxas envoltas em gordura queimavam para os deuses celestes — o restante da carne era assado e distribuído entre os cidadãos.
Exemplo — abertura dos Jogos Olímpicos: Pausânias descreve o grande altar de cinzas de Zeus em Olímpia, onde os magistrados sacrificavam antes de abrir os jogos e os atletas juravam competir com honestidade. Os hoplitas eleianos precediam a procissão com ramos de oliveira.[1]
Fonte Primária Antiga[1] Pausânias, Descrição da Grécia V.13.8–11; V.24.9.