Helenismo
Prática
Ἱερὰ πρᾶξις
Descrição reconstrutiva do rito antigo — não prescrição contemporânea.
Purificação (Katharmós)
Antes de qualquer aproximação do sagrado, lavavam-se as mãos em água corrente (khérnips) tomada da khernibeíon à entrada do témenos. A poluição (míasma) proveniente de morte, sangue ou parto exigia afastamento e ritos específicos.
Fonte Primária AntigaPausânias, X.5.5; Porfírio, Da Abstinência II.19
Oferendas incruentas (Khoaí)
Libavam-se vinho, leite, mel e água em pequenas taças. Aos deuses ctônicos e aos mortos vertiam-se ao chão; aos olímpicos, sobre o altar em chamas.
Fonte Primária AntigaHomero, Odisseia XI.26–35
Thysía — o sacrifício animal
O animal era conduzido em procissão, aspergido de água, coroado. Depois do golpe fatal, ossos e gordura queimavam-se para o deus; a carne era assada e partilhada pelos presentes — a comunhão da polis com o divino.
Fonte Primária AntigaHomero, Ilíada I.447–474; Burkert, Homo Necans
Altares (Bōmoí)
Ao ar livre, a leste do templo. Os olímpicos recebiam bōmoí altos; os heróis e ctônicos, escháraí baixas. O templo (naós) abrigava o agalma, não o rito principal.
Fonte Primária AntigaPausânias, V.13.8 (altar de Zeus em Olímpia)
Orações
Feitas em pé, mãos erguidas com as palmas voltadas ao céu para os olímpicos; palmas para baixo para os ctônicos. Estrutura fixa: invocação por epítetos, memória de favores prestados, pedido concreto.
Fonte Primária AntigaHomero, Ilíada I.37–42 (prece de Crises)