HELENISMORumo Norte

Helenismo

Belerofonte

Βελλεροφῶν

Domador de Pégaso; matador da Quimera.

Belerofonte, montado no divino Pégaso, subiu ao céu; mas caiu, odioso aos deuses, e vagou solitário pela planície aleada.Ilíada VI.200–202
Imagem: Belerofonte com Pégaso, Museu de Afrodísias. Crédito: Dosseman / Wikimedia Commons. Licença: CC BY-SA 4.0.Ver mais imagens de Belerofonte no Wikimedia Commons ↗

Genealogia

Filho de Glauco, rei de Corinto, e de Eurínome — ou, segundo outros, de Poseidon. Neto de Sísifo. Casa-se na Lícia com a filha de Iobates.

Mito

Rejeita a rainha Anteia (Estenebeia), que o acusa falsamente perante o rei Preto. Preto envia-o a Iobates, rei da Lícia, com carta selada exigindo sua morte — origem da expressão ‘carta de Belerofonte’ (Ilíada VI.155–202).

Fonte: Ilíada VI.155–202

Iobates lhe impõe matar a Quimera, monstro tríplice (leão, cabra, serpente) que devastava a região. Com auxílio de Atena e da brida de ouro, Belerofonte doma Pégaso, filho de Medusa; do alto, atinge a Quimera com dardos plumbíferos derretidos pela boca dela.

Fonte: Hesíodo, Teogonia 319–325; Píndaro, Olímpicas XIII

Vence sólimos e amazonas; casa-se e recebe metade do reino da Lícia. Ousando cavalgar até o Olimpo, Zeus envia um moscardo: Pégaso lança-o na terra, e Belerofonte, aleijado, envelhece odiado pelos deuses, errando pela planície de Aléion.

Fonte: Ilíada VI.200–202; Apolodoro II.3

Feitos

  • Domesticação de Pégaso com a brida de Atena.
  • Morte da Quimera.
  • Vitórias sobre os sólimos e as amazonas.
  • Emboscada dos lícios frustrada.

Morte

Sobrevive à queda mas envelhece isolado, ‘odioso a todos os deuses’ (Ilíada VI.202); torna-se, para a tradição posterior, símbolo da hybris do herói.

Culto Heroico

Culto em Corinto; fonte Pirene, onde teria domado Pégaso, era mostrada na cidade (Pausânias II.4). Culto em Tlos e Xantos, na Lícia.