Helenismo
Belerofonte
Βελλεροφῶν
Domador de Pégaso; matador da Quimera.
“Belerofonte, montado no divino Pégaso, subiu ao céu; mas caiu, odioso aos deuses, e vagou solitário pela planície aleada.” Ilíada VI.200–202
Genealogia
Filho de Glauco, rei de Corinto, e de Eurínome — ou, segundo outros, de Poseidon. Neto de Sísifo. Casa-se na Lícia com a filha de Iobates.
Mito
Rejeita a rainha Anteia (Estenebeia), que o acusa falsamente perante o rei Preto. Preto envia-o a Iobates, rei da Lícia, com carta selada exigindo sua morte — origem da expressão ‘carta de Belerofonte’ (Ilíada VI.155–202).
Fonte: Ilíada VI.155–202
Iobates lhe impõe matar a Quimera, monstro tríplice (leão, cabra, serpente) que devastava a região. Com auxílio de Atena e da brida de ouro, Belerofonte doma Pégaso, filho de Medusa; do alto, atinge a Quimera com dardos plumbíferos derretidos pela boca dela.
Fonte: Hesíodo, Teogonia 319–325; Píndaro, Olímpicas XIII
Vence sólimos e amazonas; casa-se e recebe metade do reino da Lícia. Ousando cavalgar até o Olimpo, Zeus envia um moscardo: Pégaso lança-o na terra, e Belerofonte, aleijado, envelhece odiado pelos deuses, errando pela planície de Aléion.
Fonte: Ilíada VI.200–202; Apolodoro II.3
Feitos
- Domesticação de Pégaso com a brida de Atena.
- Morte da Quimera.
- Vitórias sobre os sólimos e as amazonas.
- Emboscada dos lícios frustrada.
Morte
Sobrevive à queda mas envelhece isolado, ‘odioso a todos os deuses’ (Ilíada VI.202); torna-se, para a tradição posterior, símbolo da hybris do herói.
Culto Heroico
Culto em Corinto; fonte Pirene, onde teria domado Pégaso, era mostrada na cidade (Pausânias II.4). Culto em Tlos e Xantos, na Lícia.