HELENISMORumo Norte

Helenismo

Édipo

Οἰδίπους

Rei de Tebas; mata sem saber o pai e desposa a mãe; símbolo trágico da limitação humana.

Ó gerações mortais, como vos considero, ao viver, iguais a nada!Sófocles, Édipo Rei, coro final, v. 1186
Imagem: Édipo e a Esfinge, Louvre G 417. Crédito: Bibi Saint-Pol / Wikimedia Commons. Licença: CC BY 3.0.Ver mais imagens de Édipo no Wikimedia Commons ↗

Genealogia

Filho de Laio e Jocasta, reis de Tebas, descendente de Cadmo. Casa-se sem saber com a própria mãe; pai de Eteocles, Polinice, Antígona e Ismene.

Mito

Advertido por oráculo de que o filho o mataria, Laio manda expor o bebê no Citerão com os pés perfurados (origem do nome Οἰδί-πους, ‘pé inchado’). Recolhido por um pastor, cresce em Corinto como filho de Pólibo.

Fonte: Sófocles, Édipo Rei 711–723; Apolodoro III.5.7

Ao consultar Delfos e ouvir a mesma profecia, foge de Corinto. Num cruzamento na Fócida, mata o desconhecido rei Laio, seu pai biológico. Chega a Tebas, resolve o enigma da Esfinge (‘que caminha ora em quatro, ora em duas, ora em três pernas?’) e é aclamado rei.

Fonte: Sófocles, Édipo Rei 774–833; Apolodoro III.5.8

Casa-se com a viúva Jocasta e gera quatro filhos. Peste em Tebas leva a nova consulta oracular: descobrindo a verdade, Jocasta enforca-se e Édipo fura os próprios olhos com fivelas da rainha. Exila-se e morre em Colono, sob a proteção de Teseu.

Fonte: Sófocles, Édipo em Colono; Apolodoro III.5.9

Feitos

  • Resposta ao enigma da Esfinge.
  • Libertação de Tebas do monstro.
  • Autoflagelo pelos olhos ao reconhecer a verdade.

Morte

Desaparecimento sagrado no bosque das Eumênides em Colono, sob invocação de Teseu (Sófocles, Édipo em Colono 1595–1666). Sua tumba torna-se talismã para Atenas.

Culto Heroico

Culto ctônico em Colono; Édipo foi honrado como herói protetor de fronteiras. Pausânias I.30.4 descreve seu heroon.